Ninguém imagina que ser um jovem adulto, antes dos vinte e poucos anos, possa nos levar a um mergulho profundo na própria sexualidade. Nas profundezas da nossa existência, nos deparamo com novas experiências e descobertas, além de tantas outras reafirmações que acabam moldando o sexo nessa época da vida, em que temos pressa demais de viver enquanto o tempo parece voar.

A virgindade, que na adolescência era motivo de especulações embaraçosas, ganha um cantinho empoeirado nas nossas lembranças, e o sexo deliberado passa a figurar como prioridade para nós, muitas vezes antes mesmo da maioridade. Pelo menos é o que demonstra o resultado de uma enquete feita com os leitores da assuntasó!. Entre eles, apenas 23% afirmaram ser virgens; 69% declararam ter perdido a virgindade; enquanto 8% assumiram já ter feito “algumas coisas”.

Embora a minha vida sexual, antes dos vinte e poucos, tenha sido intensa e caótica, para 88% dos leitores da crônica as experiências como novos adultos foram tranquilas. A maioria não vive apenas de sexo e sonhos, mas também de racionalidade e calmaria abundante. Isso se reflete na percepção que esses mesmos leitores têm do sexo pós-adolescência: 33% descrevem suas experiências focadas em descobertas, enquanto 17% enxergam no que viveram pura diversão.

Ainda assim, a gente não se esquece das loucuras cometidas em nome do tesão, em meio a um oceano de eventualidades que nos acometem, levando cada um de nós a cometer o “crime quase perfeito”. Levar uma cuspida na boca ou ir parar dentro de uma viatura policial pode ser tão aleatório quanto instigante — assim como roubar cuecas ou tentar tocar alguém enquanto dorme. Mais instigante ainda é saber que esses casos foram vividos por leitores da assuntasó!.

É sobre isto que trata a crônica desta semana: a insanidade do sexo antes dos vinte e poucos anos, quando ainda não alcançamos a maturidade e descobrimos que não temos pleno controle sobre os nossos próprios desejos. O lado bom dessa história é que somos os protagonistas e podemos usufruir de todos eles — ainda que, muitas vezes, sem moderação.

Um abraço — e até a próxima!

Will Assunção