Quem me conhece sabe que dedico parte do tempo a ouvir amigos ─ quase sempre eles têm algo para me contar em tom de desabafo. Uma desventura amorosa, uma queixa existencial ou até mesmo apuros acompanhados de pedidos de socorro: nada escapa aos meus ouvidos. Nesse meio-tempo, eu também acabo me tornando confidente e conselheiro ─ sina de quem já alcançou alguma maturidade.

Antes que me perguntem, a ideia da crônica surgiu de uma conversa de mesa de bar com alguém disposto a abrir o bico, resguardado do anonimato. Para quem ainda se indaga nos próprios botões se a história é real, a resposta é óbvia: sim, a narrativa foi construída a partir da vida de quem precisa garantir o fim de semana e levantar uma grana até o Carnaval.

Por isso, na crônica desta semana, decidi privilegiar uma narrativa quase crua, entregando ao leitor provocações e reflexões sem julgamentos ou preconceitos. No fim das contas, apenas trago à tona dilemas que permeiam o cotidiano de jovens brasileiros que se veem entre pagar um boleto ou garantir a diversão.

Um abraço ─ e até a próxima!

Will Assunção