Até que ponto estamos dispostos a nos sacrificar para alcançar padrões estabelecidos — muitos deles inalcançáveis — por uma sociedade obcecada pela aparência? Talvez até descobrirmos que o corpo ideal pode não vir acompanhado da vida ideal.
Durante décadas, homens reclamaram da barriga, da calvície, das rugas e do colesterol. Agora, pela primeira vez, parece que a queixa é outra: o medicamento que prometia devolver o corpo dos sonhos talvez esteja cobrando seu preço justamente no departamento responsável por torná-los interessantes.
Ao pagarmos a conta com os juros impostos pelas famosas canetas emagrecedoras na busca por corpos instagramáveis, precisamos estar atentos aos efeitos colaterais e aos riscos à saúde que já existiam antes dessa intervenção digna de like, filtro, legenda e trilha sonora.
Se o Mounjaro é uma tendência sedutora, quase milagrosa, a vida saudável é — e sempre será — um estilo que nunca sairá de moda. Isso não significa que os medicamentos para emagrecimento precisem ser demonizados, mas equilíbrio e bom senso devem ser nossos guias sempre que a saúde estiver em jogo.
Na crônica desta sexta-feira, trago, com muito humor, uma reflexão sobre a busca por corpos idealizados na era das canetas emagrecedoras.
Boa leitura!
Um abraço
Will Assunção
