O que esperamos da juventude no século 21? A menos que você seja um dinossauro reacionário, é provável que presumamos que ser jovem signifique aspirar por mudanças drásticas e avanços revolucionários. Mas como é possível romper com antigos paradigmas em uma sociedade que ainda trata sexo como tabu e enxerga política como plataforma para manifestar preconceitos e códigos pautados em moralismos internos?
É comum que, nesta fase da vida, tenhamos ideias tão disruptivas sobre sexo a ponto de sermos taxados de rebeldes ou inconsequentes. No entanto, esse rótulo nem sempre reflete no comportamento associado ao jovem. Entre os leitores da assuntasó!, 38% afirmaram que “sempre” falam sobre sexo com amigos; outros 38% alegaram que apenas “às vezes”; e 16%, “quase nunca”.
Apesar de considerarem “mais fácil” falar abertamente sobre sexo (91%), os mesmos leitores definem como “saudável” uma postura “conservadora” perante o tema (64%). Outro dado relevante indica uma postura indefinida sobre o quão conservadores são esses mesmos jovens: 46% ressaltaram que “depende do contexto”.
Na crônica desta semana, abordamos o quanto o mundo tem guinado para o conservadorismo, especialmente entre os jovens do sexo masculino ─ e isso tem refletido em como a política vem sendo moldada a partir do sentimento antiestablishiment. Se essa tendência é permanente ou transitória, talvez nós só saberemos quando uma nova trend sobre preservativos ganhar força nas redes.
Boa leitura ─ e até a próxima!
Will Assunção
