Acione o desconfiômetro e relute — ainda que amistosamente — ao cair no papo daquele amigo que sempre se gaba de supostamente fazer as mulheres delirarem de prazer no sexo. Por quê? Há, segundo elas mesmas, grande chance de ser tudo balela. Por motivos óbvios, não sou mulher e, justamente por isso, procurei algumas dispostas a abrir o jogo sobre a busca pelo prazer feminino.
Minha primeira premissa é a de que mulheres merecem gozar. Contudo, para alguns homens, o prazer delas ainda parece inalcançável. A segunda, e mais providencial, é a de que homem que é homem precisa saber explorar os pontos erógenos da mulher. Apesar de isso parecer indiscutível, muitos ainda se perdem na anatomia do prazer feminino.
Sendo assim, são comuns os relatos de mulheres que não conseguem gozar durante o sexo devido à falta de estímulo adequado no clitóris, já que apenas o “vuco-vuco” é insuficiente para a maioria delas. A ausência de orgasmo nas mulheres (anorgasmia) pode estar relacionada a diversos fatores, especialmente aos culturais, como os tabus que ainda persistem, mesmo em pleno século 21.
Ainda há muitos homens que insistem em percorrer o caminho mais tortuoso para alcançar o prazer e levar a mulher à loucura, obcecados pela penetração. Elas alegam que a estimulação do clitóris é fundamental para chegar ao clímax na relação sexual (e também na masturbação). Mesmo assim, há muito marmanjo que acredita que o melhor orgasmo é aquele atingido exclusivamente pela penetração. Não sabem de nada!
Especialistas explicam que o orgasmo feminino não depende de um único estímulo, pois é multifatorial. Ou seja, não basta apenas estímulo físico: entram em cena emoção, segurança e excitação. Quer um conselho? Aposte nas preliminares para aumentar a intensidade do prazer. Experimente aproximar seus lábios dos dela, toque-a de forma suave e insistente, percorra as curvas do corpo sem pudor.
Por fim, se você ainda precisar de um mapa alternativo para fazer uma mulher feliz, lembre-se de que o ponto G é apenas uma das formas de se obter prazer — e não uma fonte garantida para todas. No fim das contas, o que realmente importa é buscar conhecer o próprio corpo e descobrir novas formas de alcançar o prazer.
