Admita — e seja honesto consigo mesmo: você já se pegou, em algum momento da vida, sentindo-se atraído por alguém do mesmo gênero? Ou — ainda que por um único segundo — questionando, em silêncio, a própria sexualidade na intimidade dos seus pensamentos?

Você não deveria se preocupar com isso. Afinal, não há nada de errado com você — nem com outros milhões mundo afora que se flagram em situações parecidas. A ideia de que a sexualidade seja uma estampa de cor única é um mito. Ela se parece muito mais com um abadá multicolorido, patrocinado pelo afeto, pela atração, pelo fetiche e pela fantasia.

Já se deu conta de quantas celebridades vieram a público para relatar experiências de descoberta ou questionamento sexual? Recentemente, foi a vez do humorista Whindersson Nunes, que contou em entrevista ter refletido sobre a própria sexualidade a partir de vivências pessoais — algo mais comum do que se imagina, embora ainda cercado de tabus.

Essa liberdade de explorar quem somos só se tornou possível, em grande parte, graças à revolução sexual ocorrida entre as décadas de 1960 e 1970. Um movimento que desafiou códigos tradicionais de comportamento e abriu espaço para que novas possibilidades e experiências pudessem ser vividas com menos culpa — e mais curiosidade.

Foi pensando nisso que decidimos mergulhar de cabeça nessa dimensão humana tão complexa quanto polêmica. Um emaranhado de fatores que compõem a nossa sexualidade e renderia um prato cheio para Freud — mas que continua sendo um cardápio irresistível para a psicologia moderna. Esperamos que você aproveite a crônica desta semana.

Boa leitura — e até a próxima!

Um abraço,

 Will Assunção